A Incatema impulsiona a irrigação em Angola com a entrega de 40 projetos técnicos destinados a pequenos produtores

13 Março, 2026

A Incatema concluiu a entrega de 40 projetos técnicos de sistemas de irrigação, juntamente com os correspondentes 40 Planos de Gestão Ambiental e Social (PGAS), no âmbito do projeto “Estudos de sistemas de irrigação de pequena escala, até 5 ha., nas províncias do Cuanza Norte e Huíla, Angola”.

Trata-se de uma iniciativa que a Incatema tem vindo a desenvolver desde o ano passado para o Ministério da Agricultura de Angola, no âmbito do Projeto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC). Estes marcos representam um passo fundamental para a implementação de soluções de regadio adaptadas às necessidades dos produtores agrícolas nestas províncias.

“A realização destes estudos é um ponto de viragem para a agricultura local, na medida em que estamos a fornecer aos pequenos produtores as ferramentas de que necessitam para profissionalizar as suas explorações e garantir a sua segurança alimentar”, afirma Adelaida Pérez Milán, gestora do consultoria da Incatema.

Soluções técnicas personalizadas

Os estudos efetuados permitiram analisar a disponibilidade de água, a orografia do terreno e as caraterísticas edafoclimáticas das explorações. Foram também definidas, em conjunto com os beneficiários, soluções de irrigação tecnicamente viáveis e adaptadas às condições locais de cada produtor. Cada um dos projetos propõe infraestruturas eficientes e adequadas para superfícies até 5 hectares, com o objetivo de melhorar a produtividade agrícola e reforçar a resiliência dos produtores face a períodos de seca.

Sustentabilidade e compromisso social

Juntamente com os projetos técnicos, foram elaborados os correspondentes Planos de Gestão Ambiental e Social (PGAS), que estabelecem as medidas necessárias para prevenir e mitigar os possíveis impactos ambientais e sociais associados às futuras intervenções. Estes planos, alinhados com as diretrizes do Banco Mundial e os objetivos do PDAC, ajudarão a garantir que o desenvolvimento destas infraestruturas de irrigação seja realizado de forma responsável e sustentável, incorporando também a participação das comunidades locais.

“A sustentabilidade  é o eixo central da nossa intervenção. Ao alinhar os projetos com as diretrizes do Banco Mundial, garantimos que o crescimento económico destas comunidades respeite o meio ambiente e seja sustentável ao longo do tempo”, acrescenta a senhora Milán.

Rumo a uma agricultura resiliente

Com a entrega destes  documentos técnicos, o projeto avança a passos largos para o seu objetivo final: facilitar aos pequenos produtores o acesso à irrigação, promovendo uma agricultura mais produtiva, resiliente e sustentável a nível nacional