15 Novembro, 2024
A Incatema foi adjudicatária do lote 1 do projeto de reabilitação da bacia hidrográfica do Nianija Bolong, na região de Kaffrine (Senegal), um projeto do Gabinete dos Lagos e dos Cursos de Água (OLAC) do Ministério da Água e do Saneamento, com um orçamento de 25,8 milhões de euros.
Estas obras inscrevem-se no âmbito do Projeto de Mobilização dos Recursos Hídricos (PROMOREN) do Governo senegalês para o desenvolvimento agro-silvopastoril e preservação dos ecossistemas rurais nas bacias hidrográficas, através da construção de infraestruturas hidráulicas que garantam o desenvolvimento das atividades agrícolas e pecuárias face às fortes secas de que o país tem sido vítima, bem como a proteção das águas doces superficiais, evitando a intrusão de água salgada do rio Gâmbia.
A Incatema será responsável pela adaptação do leito do rio ao longo de 36 km, optimizando os recursos hídricos, aumentando a capacidade de armazenamento, reduzindo a evaporação e evitando a inundação de terras agrícolas e das populações circundantes. Construirá igualmente um novo dique antissal de 140 metros de comprimento e um outro dique de 175 metros de comprimento no Ko Socé, um afluente do canal principal. O projeto inclui também a construção de 60 novas bacias hidrográficas e sete obras de drenagem de proteção contra as inundações, bem como a construção de uma lagoa de peixes com 525 metros de comprimento e 60 metros de largura.
Além disso, a empresa será responsável pelos trabalhos preparatórios do terreno e pela construção das infraestruturas provisórias que garantam, tanto a circulação rodoviária de pessoas e mercadorias, como a continuidade dos fluxos de água durante a construção ou a reabilitação das diferentes estruturas hidráulicas.
Fernando Díaz, Diretor de Infraestruturas da Incatema, salienta que “estas obras são essenciais como forma de adaptação às alterações climáticas num país marcado por chuvas erráticas e variáveis no tempo e no espaço, pelo que investir em infraestruturas hidráulicas é essencial para alcançar um equilíbrio entre o desenvolvimento de atividades produtivas e a gestão do meio ambiente”.
De acordo com o governo senegalês, o impacto desta obra conduzirá à mobilização de 46 milhões de m3 de água por ano, à recuperação dos ecossistemas das zonas húmidas da região, ao desenvolvimento de 1.200 hectares de regadio, ao aumento dos rendimentos agrícolas, pecuários e piscatórios e à criação de 60.000 empregos, diretos e indiretos, 50% dos quais serão para mulheres e jovens.