24 Janeiro, 2026
desenvolvimento das sociedades. Para a Incatema, este dia tem um significado especial: a nossa trajetória demonstra que a arquitetura pode converter-se numa ferramenta transformadora quando é concebida a pensar nas pessoas, na educação e no futuro.Um exemplo disso é o Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge (ISCED) em Angola, um projeto que continua a avançar de acordo com o plano estabelecido e que representa a visão da Incatema sobre como os espaços educativos devem ser concebidos no século XXI.
“A arquitetura educacional não consiste apenas em construir salas de aula; consiste em criar ecossistemas que inspirem, conectem e permitam uma melhor aprendizagem”, afirma Jaime Bigeriego, responsável pela Área de Arquitetura da Incatema.
O ISCED do Uíge foi concebido segundo critérios de funcionalidade, sustentabilidade e eficiência, integrando soluções adaptadas ao clima local, ventilação natural, otimização energética e espaços de interação entre alunos e professores concebidos para metodologias activas. O seu objetivo é claro: formar os futuros professores de Angola num ambiente propício à excelência académica.

“Quando projetamos um centro educacional pensamos na forma como cada espaço pode potenciar a experiência formativa. A arquitetura torna-se um aliado pedagógico essencial para garantir que essa experiência esteja ao serviço do aluno e que este possa, assim, atingir o seu potencial máximo. Isto é especialmente relevante quando se projetam edifícios em ambientes com condições climáticas exigentes, como é o caso de Angola”, afirma Jaime Bigeriego.
Este projeto insere-se no âmbito do Projeto TEST, promovido pelo Ministério do Ensino Superior de Angola e financiado pelo Banco Mundial, pela Aliança Global para a Educação e pelo Governo angolano. O seu avanço constante durante 2025 reflete a solidez do planeamento e da coordenação institucional.
Centros de formação e capacitação técnica
Ao longo dos anos, a Incatema desenvolveu diversos projetos em que a arquitetura se torna um motor de desenvolvimento social. Entre eles, destacamos a Escola Básica de Formação Pesqueira do CEFOPESCAS, que funciona hoje como um complexo educativo de referência em Angola, graças a uma arquitetura concebida para potenciar a aprendizagem prática e a formação profissional. O campus integra salas de aula, laboratórios especializados, simuladores de navegação, biblioteca, salas de informática e espaços médicos, além de residências para estudantes e professores.
Dispõe igualmente de um refeitório e de áreas desportivas, conformando um ambiente educacional completo e autossuficiente. “A sua conceção responde às condições climáticas e costeiras, privilegiando a ventilação natural, a proteção solar, a durabilidade dos materiais e os baixos custos de manutenção, o que garante conforto, eficiência e sustentabilidade”, acrescenta Bigeriego. Em pleno funcionamento, o centro oferece um espaço moderno e funcional onde mais de 300 alunos são formados todos os anos em técnicas de pesca e de navegação, demonstrando como uma arquitetura bem concebida pode tornar-se um motor direto de educação e desenvolvimento.

Uma trajetória sólida em arquitetura educacional
Também em Angola e através da sua filial Incatuk, estamos a concretizar um ambicioso projeto de conceção, reabilitação e construção de novos Centros de Investigação Pesqueira em Tombua, Moçâmedes e Lobito. Estas instalações destinam-se a reforçar a investigação científica, o controlo de qualidade e a formação técnica no setor das pescas, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento económico e a integração de Angola nas cadeias de valor internacionais.

Estes 3 centros incluem laboratórios de última geração, salas de formação, residências para investigadores e espaços de convívio. A infraestrutura foi concebida para facilitar a transferência de conhecimentos e a formação especializada, oferecendo ambientes seguros e modernos, propícios ao ensino prático e teórico. Além disso, o projeto prevê melhorias urbanísticas e de acessibilidade, criando um ambiente ideal para a aprendizagem e a investigação científica em benefício do setor nacional das pescas.

O compromisso da Incatema com a educação como motor de desenvolvimento
O compromisso da Incatema com a arquitetura para a educação tem-se mantido firme desde o início.
A empresa trabalha atualmente em vários projectos como o Instituto Superior Agrícola Quizenga Malanje, o Instituto Superior Politécnico do Soyo, a Escola Superior de M’banza Congo em Angola e o Centro de Formação Profissional de Eletricidade de Bingerville na Costa do Marfim.

Este firme compromisso com a excelência arquitetónica levou-o a receber diversas condecorações, como menções honrosas nos concursos para o Mercado Municipal de Almuñécar e do Centro de Promoção e Imagem dos Produtos Agrícolas, Pecuários e Florestais da Galiza, o terceiro prémio para o projeto do Teatro Auditório Municipal de Illescas, bem como o primeiro prémio no concurso para a nova Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Alicante.

Noutras áreas do setor da arquitetura, a Incatema também construiu edifícios que estruturam e promovem o desenvolvimento local, como o mercado de Ounaminthe, um projeto de cooperação internacional com um orçamento de 9 milhões de euros, financiado pela União Europeia para a Direção Nacional de Água Potável e Saneamento (DINEPA) do governo do Haiti.

Outro exemplo arquitetónico interessante é o Centro de Formação da Igreja de Luebo, na República Democrática do Congo. Trata-se de um complexo concebido como um espaço público central que articula diferentes edifícios com funções tanto públicas como privadas, incluindo capela, sala de conferências, biblioteca, complexo escolar, casa de formadores, escritórios administrativos, edifício para alunos, refeitório e quartos de hóspedes.
O traçado arquitetónico”, salienta Bigeriego, “incorpora passadiços cobertos e telhados inclinados, para proteger da chuva e do sol, e utiliza materiais de baixo custo e baixa manutenção, adequados ao ambiente em que se insere”.

Arquitetura para transformar o futuro
Numa altura em que a educação é mundialmente reconhecida como um pilar essencial para o desenvolvimento sustentável, a Incatema reafirma o seu compromisso de continuar a projetar infraestruturas que promovam a aprendizagem, desenvolvam capacidades e criem oportunidades reais para as comunidades. A experiência adquirida em Angola e noutros países africanos demonstra que a arquitetura, quando concebida com propósito, pode tornar-se um agente de transformação social.
Projectos como o ISCED de Uíge, o CEFOPESCAS ou os centros de investigação das pescas evidenciam uma visão clara: criar espaços que não só respondam às necessidades atuais, mas também acompanhem o progresso educacional e económico das gerações futuras. Neste Dia Internacional da Educação, renovamos a nossa convicção de que construir melhor é também educar melhor e que cada projeto é uma oportunidade de contribuir para um futuro mais justo, preparado e sustentável.