Promover a sustentabilidade através da formação em África é também um dever das empresas

24 January, 2024

Pela Ana González, engenheira agrónoma da Incatema.

O Dia Internacional da Educação, declarado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, salienta a importância da educação para o desenvolvimento sustentável e a construção de um mundo mais justo.

Na Incatema, queremos celebrar este dia a refletir relativamente aos benefícios de promover um crescimento sustentável por meio da educação no continente africano. África, com a sua rica diversidade cultural e ambiental, está em uma posição chave para liderar a transição para um futuro mais sustentável. A educação desempenha um papel fundamental neste processo, a capacitar as gerações futuras para enfrentar os desafios socioambientais do continente, tais como o acesso à água, a conservação do solo, a preservação da biodiversidade ou a adaptação às mudanças climáticas. Os desafios são sempre oportunidades para adoptar práticas sustentáveis e construir uma sociedade mais equitativa. Por isso, compreendemos que a formação transversal em sustentabilidade é essencial para compreender as conexões no triângulo formado pelo ambiente, a sociedade e a economia.

A Incatema trabalha há mais de 25 anos no continente africano, a implementar infraestruturas de gestão de água, tanto para fornecer água potável como para tratar águas residuais e melhorar o saneamento. Também desenvolvemos projetos agrícolas e de economia azul, que levam ao aprimoramento da qualidade e produção de alimentos, a respeitar e preservar o meio ambiente natural. Em todos esses projetos, priorizamos a formação e capacitação dos intervenientes, conforme a recomendação da UNESCO. Acreditamos que é um dever das empresas, não apenas de ONGs, governos e cooperação internacional, desenvolverem programas de formação relevantes e acessíveis em áreas rurais e remotas, normalmente as mais desfavorecidas. Através da formação em práticas agrícolas, pesqueiras e de uso da água nos projetos em que trabalhamos, a Incatema apoia uma transformação sustentável como catalisador para uma mudança positiva.

Um exemplo claro é o projeto que estamos a executar desde 2020 nas províncias angolanas de Cuanza Norte e Malanje, onde damos formação em boas práticas agrícolas e uso da água, com um componente significativo de formação ambiental, aos vários intervenientes das cadeias de valor dos produtos alimentares angolanos (grãos, mandioca, banana, batata-doce e aves), horticultura e outras culturas agroflorestais (café e cacau). Esta formação visa melhorar a produtividade e qualidade dos produtos agrícolas, partindo sempre da proteção do ambiente e dos ecossistemas agroflorestais. Para isso, desenvolvemos soluções que abordam a formação no uso eficiente da água, proteção ambiental, sustentabilidade e envolvimento de jovens e mulheres na gestão das explorações e tomada de decisões, entre outros aspetos.

Se continuarmos a investir na formação em sustentabilidade, poderemos construir um futuro em que as gerações futuras possam enfrentar os desafios de um crescimento sustentável com criatividade, conhecimento e compreensão, contribuindo para o desenvolvimento sustentável global.